O controle do Estado sobre seus cidadãos também já atinge níveis inquietantes e perigosos para a liberdade pessoal.
Justificam-se tais medidas em nome da segurança do Estado, do planejamento governamental ou das necessidades da vida moderna.
E o que nos espera no futuro? Haverá liberdade plena para o cidadão de uma sociedade sofisticada e altamente tecnológica?
Sobreviverá a democracia ou caminhamos para novas formas de tiranias, onde a liberdade é falsa e aparente?
Quando lemos o livro 1984, de George Orwell, que retrata uma sociedade tirânica, dominada pelo onipresente Grande Irmão,
na "Tele-Tele" que tudo ouve e tudo vê, aí imaginamos o quanto a liberdade é frágil e que o poder das tiranias é capaz de reduzir
o homem a uma máquina obediente e sem vontade própria.
Nossa busca pela liberdade deve significar algo mais profundo que as elucubrações dos filósofos e os arroubos dos idealistas.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem ainda é apenas uma intenção escrita e talvez nunca se concretize plenamente,
pois nos planos social, econômico, político e cultural, sempre existirão entraves e limites para o exercício da liberdade total do ser humano.
Reconhecendo isso, podemos perguntar se a liberdade não é uma realização sempre a ser buscada mas nunca atingida plenamente.
A única Liberdade possível de ser plena para o homem, pelo menos até onde podemos intuir, com base no que dispomos de conhecimento,
é a liberdade do espírito.
É a única a possibilitar a realização da natureza humana na sua totalidade. Portanto, requer do homem uma luta constante e consciente.
Requer uma reconstrução íntima, um exercício constante da Razão e da Vontade para dominar o corpo físico.
"erguer templos à virtude e cavar masmorras para o vício" - significa impor a soberania da vontade e do espírito sobre os desejos do corpo e da matéria.
p.s: Boa Semana de treinamento...lol...